Inicial Tarde em Pauta Alexandre Schwartsman debate a política econômica brasileira

22 -April -2018 - 09:19
Alexandre Schwartsman debate a política econômica brasileira PDF Imprimir E-mail
Escrito por Guilherme Thofehrn (2º semestre)   
Sex, 26 de Outubro de 2012 13:47

A segunda edição do Fórum de Economia da Fecomério-RS contou com a participação do economista Alexandre Schwartsman e abordou o tema “Riscos e oportunidades do Brasil em 2013”. Alexandre debateu as questões macroeconômicas do mundo e também aproveitou a oportunidade para contestar a política econômica adotada pelo Brasil. O evento ocorreu no Salão São José do Centro de Eventos do hotel Plaza São Rafael.



Schwartsman deu início a sua palestra apresentando alguns dados da economia norte americana. Ele diz que 70% do PIB dos Estados Unidos vem do consumo das famílias. Entretanto, com o cenário atual, as famílias têm se endividado. Isso ocorre por dois motivos: o consumo propriamente dito e o financiamento das casas. “O consumo norte americano permanece fraco”, alerta. 

Esse atual comportamento da sociedade norte americana reflete na taxa de desemprego. “O resultado final da soma das quedas de consumo e do investimento em residência reflete na taxa de desemprego abaixo de 8%”, comenta.

O economista Alexandre Schwartsman no Segundo Fórum de Economia da Fecomercio-RS/Foto: Vlademir Canella

Depois de discutir a economia estadunidense, Schwartsman começou a falar da situação europeia. “O poder de compra do euro na Espanha é muito menor do que o poder de compra do euro na Alemanha”, destaca. O economista mostrou dados da taxa de desemprego de 25% na Espanha e de 6% na Alemanha. 

Além disso, argumentou que a Europa, embora tenha uma moeda em comum - o euro -, as línguas faladas dos países são diferentes e, se algum desempregado da Espanha deseja imigrar para outro país, pode encontrar uma barreira na língua da outra nação. “Os países têm que melhorar a competitividade para melhorar este cenário”, salienta. 

Após abordar as questões macroeconômicas da América do Norte e da Europa, comentou as perspectivas da Ásia. “A China cresce em exportação e investimento”, comenta. Schwartsman fala ainda que a inflação chinesa vem caindo. O economista também aproveitou a situação para relacionar o mercado entre a China e o Brasil.

Por fim, falou sobre a macroeconomia brasileira. “A exportação representa 12% do PIB no Brasil”, ressalta. Além disso, o economista afirma que o Brasil é um exportador de commodities. “As commodities brasileiras puderam comprar, cada unidade, 40% a mais”, comenta. Entretanto, Schwartsman alerta este poder de compra os commodities é temporário e que o Brasil pode sofrer consequências no futuro. Além das commodities, falou sobre os salários. “Os salários têm crescido muito além da produtividade”, encerrou. 

Confira a reportagem do Portal de Jornalismo




Última atualização em Ter, 19 de Agosto de 2014 16:50