Inicial Acontece no Campus Influência da mídia na América do Sul é debatida no Miradas, o Brasil visto do Sul

23 -September -2017 - 18:35
Influência da mídia na América do Sul é debatida no Miradas, o Brasil visto do Sul PDF Imprimir E-mail
Escrito por Guilherme Thofehrn (2º semestre)   


O terceiro e último debate do Miradas, o Brasil visto do Sul, Brasil Imaginado, contou com a participação da escritora e integrante da Academia Uruguaia de Letras, Mercedes Vigil, e o correspondente do Estadão e da Globo News em Buenos Aires, Ariel Palacios. Eles discutiram a influência das mídias em relação ao Brasil, Uruguai e Argentina no Auditório I do Prédio B.  

A escritora Mercedes Vigil foi a primeira a expor a sua opinião em relação à influência midiática nos países. “Todos nós uruguaios achamos que vocês escutam sempre bossa nova em suas casas”, alertou. Ela ressaltou que o imaginário do Brasil, na cabeça dos uruguaios, não faz sentido com a realidade brasileira. “O Brasil é algo a mais do que Jorge Amado e Maracanã”, destacou. 

Mercedes Vigil comenta ainda que o Uruguai é ignorado. “Nós – os uruguaios - não existimos”, afirmou, relatando sentir um tipo de  ignorância. E, para finalizar, afirmou que lixo cultural não tem fronteira.  

Após Mercedes Vigil encerrar a sua participação, o correspondente Ariel Palacios deu continuidade ao debate. Ele abriu sua participação afirmando que o Brasil remete à praia, mulatas e cachaças na Argentina e apresentou um dado curioso sobre a população portenha. “Um terço da população argentina já tinha estado algum tempo no Brasil em 2001”, disse. Antes da crise de 2001, a elite argentina ia para destinos internacionais como Caribe ou Europa e alguns até iam para Búzios, mas após o ocorrido começaram a viajar para o Brasil.


Escritora Mercedes Vigil no terceiro e último debate do Miradas, o Brasil visto do Sul/Foto: Ramiro Caron/ESPM-Sul


Palacios afirmou que os presidentes FHC e Lula eram “quase presidentes argentinos”. “Os argentinos gostam mais dos presidentes brasileiros do que nós mesmos”, ressaltou. Destacou também que os presidentes do Brasil têm 95% da simpatia dos argentinos e que não importa a posição política  - centro, esquerda ou direta -, todos amam o Brasil. 

O correspondente também comentou que após a crise de 2001, a Argentina mudou. “Ela começou a olhar pra si e não se enxergava mais como um pedaço da Europa cravado na América do Sul e “descobre” que tem o Brasil do seu lado – pelo menos geograficamente". Um outro dado alarmante é de que aproximadamente 47% dos argentinos não possuem carteira assinada. “Eles também preferem derrotar a Inglaterra nos esportes do que ao Brasil”, disse. E para encerrar, uma declaração emblemática. “Os brasileiros amam odiar os argentinos e os argentinos odeiam adorar o Brasil”, brincou, finalizando a sua participação no evento.   

Confira a reportagem do Portal de Jornalismo


Última atualização em Qua, 05 de Setembro de 2012 18:27