Inicial Fórum da Liberdade Lobão e Peninha abrem o XXIV Fórum da Liberdade

18 -October -2018 - 08:35
Lobão e Peninha abrem o XXIV Fórum da Liberdade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Guilherme Alves (1º semestre)   
Sex, 15 de Abril de 2011 00:00

O primeiro painel do XXIV Fórum da Liberdade reuniu Lobão e Eduardo Bueno, o Peninha. “Liberdade Individual: a arte de construir a sua própria história” foi o tema proposto aos palestrantes, que debateram suas percepções sobre a indústria cultural e a educação no Brasil.

Lobão, em sua fala, ressaltou a necessidade de autocrítica do povo brasileiro. “Autocrítica se desenvolve com opinião”, disse. Este tipo de postura, segundo ele, está em falta no país. Se alguém não se encaixa nos padrões estabelecidos ou, pensa diferente, é excluído. “Nem tocam mais na rádio”, criticou.

O verborrágico músico contou sobre as dificuldades que um artista tem para tentar se manter alheio ao mainstream cultural. “Se você for crítico, polêmico, mostrar sua opinião, você não tem chance.”

Para Lobão, no Brasil “tudo funciona com panelinha”.  Criticou, também, a MPB e o “jeito calminho” da bossa nova. Reclamou que mesmo quando tratam de protesto as músicas ficam “muito barrocas, cheias de aliterações” e, que os músicos “que valem a pena ser ouvidos” são ignorados pela mídia.

Lobão e Peninha no XXIV Forúm da Liberdade

Peninha, que ficou conhecido por sua série de livros sobre a história do Brasil, tratou inicialmente sobre educação. Ele afirmou que “só vamos conseguir melhorar o país com base no conhecimento”. Contou que as palavras mudaram sua vida, “foram elas que me impediram de ser um vagabundo”, disse. Contestou o alto índice de analfabetos funcionais, um dos fatores que, de acordo com ele, faz o Brasil ser um país de poucos leitores.

O jornalista e escritor relatou sobre sua experiência literária, narrando seu interesse pela história. Aproveitou para criticar a sociedade brasileira e suas mazelas, “o Brasil é país que recebeu o maior número de escravos”, afirmou. Para ele, “um povo que não conhece sua história tende a repeti-la”. Bueno destaca que no Brasil as tiragens padrão de livros são de 2 mil exemplares, enquanto nos Estados Unidos chegam a 1 milhão.

Questionado sobre as novas formas de comunicação na era digital, Lobão destacou que a internet é mais um meio, mas não será o único. De acordo com ele, os artistas ainda precisam da televisão e do rádio para se estabelecer. Peninha, por sua vez, falou que podem ser encontrados bons conteúdos na rede, mas que “existe mais lixo na internet do que no espaço sideral”. Disse, ainda, que não sabe usar as diversas formas de interação e redes sociais existentes, mas que se sente empolgado quanto a elas. “Não sou tão moderninho como imaginam”, completou.

Última atualização em Qua, 03 de Setembro de 2014 11:51