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A primeira experiência com a escrita PDF Imprimir E-mail
Escrito por Thamara Marques Riter   
Qui, 29 de Março de 2012 14:13

Aos quatro anos e meio de idade, tive meu primeiro contato com a escrita. Porém, não sabia ler, tampouco escrever, fato que para alguns leitores pode parecer estranho, visto que vou falar sobre minha experiência  com a escrita. Mas foi esse contato indireto, que me levou a outras experiências com a escrita e à escolha do jornalismo como profissão.

Sendo uma criança de pouca idade, gostava de brincar e assistir à programação infantil da televisão aberta. Havia, no entanto, um programa que me prendia a atenção todas as tardes. Denominava-se Pandorga (exibido pela emissora TVE). Era apresentado por fantoches que interagiam com ao “pequeninos” telespectadores no momento em que liam as diversas cartas enviadas ao programa. Assim, tudo começa.

Queria enviar uma “cartinha” também. Mas, de que forma o faria, se ainda não escrevia nem o meu próprio nome? Foi quando recorri à pessoa que sempre me incentivou à leitura e à escrita, minha mãe. Nos sentávamos juntas à mesa. Ela, com caneta e papel em punho, escrevia tudo o que eu lhe dizia.

Foram inúmeras as cartas enviadas. Muitas com respostas mas uma em especial.Minha mãe abriu o envelope, retirou-lhe de dentro um papel e leu-o para mim.Tratava-se de um convite para participar da gravação do quadro “Jornal Legal”(do programa Pandorga). No dia e hora marcados, fomos até a emissora.Tomada por um pânico, explicado pela timidez, que me acompanha até hoje (um pouco mais controlada, tudo o que consegui fazer foi chorar desesperadamente.

Quando aprendi a escrever, por volta dos seis anos de idade, desenvolvi um gosto especial pela escrita de cartas, que faz parte da minha vida até hoje. Assim, além das cartas de felicitações em datas comemorativas, escrevi e escrevo muitas, dizendo aos destinatários coisas que, por vezes, “olhos nos olhos”, não me permito expressar.

Então, o papel torna-se um grande amigo, com que posso desabafar, dividindo minhas alegrias, tristezas, medos, incertezas, expectativas, etc. É onde posso ser eu. Simplesmente EU.

Última atualização em Seg, 25 de Agosto de 2014 18:06