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Rodrigo Valente - Minha história com a Apple PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Sex, 04 de Novembro de 2011 00:00

Rodrigo Valente - Minha história com a Apple

“Meu primeiro contato com a Apple foi quando eu tinha uns 12 anos, quando eu troquei um TK 2000 por um Apple II”, conta radiante o professor e publicitário Rodrigo Valente. Ele narra uma fascinante história sobre como conseguiu seu primeiro emprego, tudo em função de seu Apple II. “Eu precisava de alguém que fizesse a manutenção dele aqui no Brasil. Eu morava no Rio naquela época, já tinha o computador há alguns anos e ele já estava dando problemas”, conta Rodrigo. “Conheci uma loja que se chamava Apple Shops, o dono, o Marcelo, me deu toda a atenção e mostrou como se fazia a manutenção daquela máquina”, acrescenta.

Rodrigo conta que continuou frequentando a loja, pois seu Apple II continuava dando alguns probleminhas, em função da idade. “O Marcelo me explicou como tudo funcionava. O Apple II era uma placa, com chips presos a ela, de modo que se dava algum defeito em um parava todo o sistema. Cada chip tinha umas 18 ou 20 perninhas, assim, quando uma não fazia contato era porque tinha dado curto no chip e precisava trocar. Tinha um aparelhinho que verificava isso, e o trabalho era esse. Checar qual chip estava com defeito e trocá-lo. O computador estava consertado”, explica o professor.

Valente conta que a Apple Shops era basicamente isso, uma loja que consertava computadores com problemas. “A empresa dele era isso, tinha vários chips, das várias séries da placa. Ele testava qual estava com problemas, trocava e estava consertado, funcionava assim”, relembra.

Na época, Rodrigo dava aulas particulares de informática, mas como estava estudando para o vestibular teve que parar de fazer isso. “Aí o Marcelo me ofereceu o serviço, trabalhar na empresa dele, de segunda à quinta, durante a tarde. Lógico que aceitei, imagina só, trabalhar com Apple”, conta sorrindo. Ele explica que seu trabalho era atender clientes, consertar os computadores e participar de feiras com o dono da loja. Em uma dessas ficou sabendo do interesse da Apple no Brasil. “Eles queriam começar a atuar no Brasil através de revendedores”, relembra.

Era o início da década de 1990, o nome Apple Shops começou a dar problemas, porque a Apple não queria que fosse usado por ninguém além da própria empresa. “Lembro que a empresa entrou em contato com ele para exigir a troca do nome, uma intimação. O Marcelo nem ficou triste, imagina, a Apple tinha falado com ele. Ele era super gente boa, nem ligou, Maça Shops, então.”

“Depois disso, eu acabei saindo, comecei a fazer faculdade, outros interesses, mas ele continuou me orientando. O Marcelo me ajudou a comprar o primeiro PC, porque veio aquele período ruim para a Apple, até meados dos anos 1990”, explica Rodrigo. Essa é a história de como ele conseguiu seu primeiro emprego em função da Apple. Porém, relembra uma situação engraçada do período em que trabalhou na Apple Shops.

“Tem uma história ótima do tempo que eu trabalhava na assistência e que mostra a força do Apple II. Um dia, estávamos testando uma máquina, às vezes dava contato em todos os chips, outras em nenhum. Em resumo, a gente estava quebrando a cabeça e não conseguíamos achar o problema do tal computador. E a máquina não ligava de jeito nenhum. Até que depois de umas três trocas ela ligou. Fomos até a cozinha e colocamos um pão de queijo no forno e ficamos conversando. No meio do papo, começamos a sentir um cheiro de queimado. ‘Marcelo, tu não tá sentindo um cheiro de queimado?’, eu perguntei. Ele me olhou, foi até o forno e viu que tava tudo ok. Quando olhamos para a sala o Apple II tava pegando fogo e, o melhor, funcionando, rodando tranquilo. Aí a gente não sabia o que fazer, se apagava o fogo ou continuava operando na máquina, já que tava funcionando”, conta em meio a muito riso.

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Luiz Guilherme Alves

Última atualização em Qua, 11 de Janeiro de 2012 14:34