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Escrito por Administrator   
Seg, 12 de Setembro de 2011 14:53

11/9 - Entrevistas

Raíza Vieira Jasper, 18 anos
A estudante do segundo semestre de Publicidade e Propaganda da ESPM-Sul tentava entender a dimensão do fato: “Quando eu soube, estava no carro e escutei pela rádio o que havia acontecido, eu estava na quarta série, não me lembro muito bem se eu já tinha noção do que eram as torres, mas vi que era algo muito importante”, contou.

Camila Frantz, 18 anos
A estudante faz aniversário no mesmo dia do atentado. Isso acabou transformando sua vida. “Estava voltando da escola, minha mãe me buscou, e me falou, na época não entendi muito, só tinha 9 anos. Entendi o que aconteceu bem depois. Não teve muito significado para mim, mas já levei em conta a quantidade de pessoas que haviam morrido”. Em relação à data de aniversário, ela desconversa. “Dizer que acho legal é meio ruim. Diria interessante, o lado bom é que todo mundo lembra o meu aniversário. É difícil alguém esquecer. O lado ruim são as piadinhas de que sou terrorista ou sempre falarem, 'nossa, no dia dos atentados'”.

Rene Goellner, diretor acadêmico da unidade da ESPM-Sul
“Estava em Santa Cruz do Sul, dando aula, passando de uma sala a outra, e os alunos começaram a gritar. Alguns batiam palmas. Era uma situação que ninguém sabia ao certo o que era. A comunicação foi muito rápida, a ponto de vermos ao vivo a segunda torre cair. As aulas foram interrompidas, causou muita perplexidade em toda multidão”, relembra Goellner. Ele também conta que achou que estava começando a terceira guerra mundial. “Foi um atentado ao próprio capitalismo”. E fala dos preconceitos que surgiram aos árabes. O diretor também falou do trauma que esse evento causou nos americanos. “Até o Bush utilizou isso com fins políticos, existe muita dramatização sobre isso, muito exagero sobre um evento que deveria ser encerrado de vez”, comentou.

Jéssica Francine Rossato Neves, 20 anos
Estudante do terceiro semestre de Publicidade e Propaganda, disse que estava na escola fazendo um trabalho de matemática, e não sabia muito bem o que eram as Torres Gêmeas. Só soube do atentado quando chegou em casa. Na hora achou que era algo sem importância, pois era muito nova. Mesmo assim, levou em consideração o fato de os Estados Unidos ficarem fragilizados e não terem mais essa “bola toda”. Jéssica contesta o drama criado pela data. "Os EUA não é o único país a sofrer ataques, então não acho que mereça toda essa importância".

Rodrigo Valente, Diretor da Co.De Agência
O professor de Publicidade e Propaganda falou que o atentado afetou seus negócios: “Eu morava no Rio de Janeiro, tinha uma agência de propaganda, acabei olhando tudo pela CNN, fiquei chocado. O dia acabou às 9 horas da manha. Dispensei meus funcionários, não tinha mais como trabalhar”. Valente faz a comparação do ataque com uma guerra: “Teve o mesmo percurso do que uma guerra, muitas perdas, e acabou desencadeando outras guerras. Surgiram guerras silenciosas, não eram guerras declaradas, mas eram guerras, só não havia um campo de concentração, era em qualquer lugar e a qualquer momento, o mundo se tornou um campo de batalha”. Rodrigo ainda comentou que perdeu clientes. “Tive campanhas canceladas de marcas muito famosas, por insegurança, causada pelos 11 de setembro, empresas tinham que se unir, entre as próprias concorrentes para não quebrar”.

Última atualização em Sex, 16 de Setembro de 2011 18:53