Inicial Tarde em Pauta Um dos piquetes mais antigos do Acampamento Farroupilha

19 -January -2018 - 05:28
Um dos piquetes mais antigos do Acampamento Farroupilha PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marina Krapf (2º semestre)   
Qui, 19 de Setembro de 2013 17:29

O Acampamento Farroupilha possui 382 piquetes atualmente, mas poucos deles têm tanta história como o Piquete Hélio Barbachan, que é conhecido por ser um dos mais velhos a se situarem no Parque Harmonia. Rene Barbachan, um de seus fundadores, se orgulha de fazer parte dessa história e ressalta o amor que sente pelo lugar.



A história do piquete com o parque começou antes mesmo de existir o próprio Acampamento Farroupilha.  Em 1982, Rene, seu pai Hélio e amigos já acampavam no lugar, que só foi se tornar oficial em 1987. Primeiramente a área do piquete tinha um hectare e se chamava “Comparsa de Esquina”, porém com o falecimento de Hélio Barbachan, em 1990, o grupo resolveu trocar o nome para homenageá-lo.

Em 1997 houve uma superlotação no parque e ocuparam o espaço do piquete, desde então eles mudaram de local para uma área menor e afastada dos lugares mais movimentados. Gastaram mais de 30 mil reais com o galpão, para o melhor conforto dos integrantes do grupo, que hoje é organizado por 21 pessoas, entre elas consultores, médicos, veterinários, advogados e juízes. 

Hoje o local necessita de uma estrutura muito grande, pois tem dias que eles chegam a receber 150 pessoas no almoço. ”O piquete não é aberto ao público, geralmente são os familiares e convidados que almoçam lá. Nos reunimos, falamos da tradição, de cavalos e damos boas risadas. Nunca imaginaríamos que isso ficaria deste tamanho, nem que transformaríamos um lugar que nós apenas acampávamos pra comemorar do 20 de setembro em uma das maiores festas do sul do Brasil”, contou Rene

Para ele, a estrutura do acampamento tem seus prós e contras. “Este lugar evoluiu muito no sentido de que agora temos água, luz e segurança. O evento está mais organizado. Antigamente acampávamos com luz de bateria ou pegando luz de gato da CEEE. Mas, os lados negativos seriam os ingressos, o estacionamento e o volume muito grande de piquetes. Houve um aumento de pessoas então fica difícil o deslocamento dentro do parque”, comentou.

A forte ligação de Rene com o Rio Grande do Sul vem de família. Seu bisavô, Leonardo Bier, é herói da guerra do Paraguai e tem uma rua em sua homenagem.  Após voltar da guerra, virou um grande comerciante e criou uma fazenda, na qual sua família descobriu um amor por cavalos que foi passado para as outras gerações. Atualmente, Rene faz um programa de rádio sobre cavalos e seus dois filhos já participam de competições.

Rene Barbachan acredita que a cultura gaúcha não está sumindo. “Nós temos uma cultura totalmente diferente do resto do Brasil. Somos um estado que divide fronteiras com o Uruguai e Argentina, que são países totalmente gaúchos, onde as pessoas andam com bombacha pela cidade. Devido a essa miscigenação com esses países, somos um povo desbravador, guardião de fronteira e que temos nossa própria cultura. Basta tu ver o que tem de público em um carnaval de Porto Alegre e o que tem aqui. Um dia no acampamento dá o público de cinco dias de carnaval”, concluiu, ressaltando que tudo que gasta e faz pelo acampamento é por amor.

Confira a reportagem do Portal de Jornalismo


Última atualização em Ter, 19 de Agosto de 2014 16:56